A relação de Cláudio Castro e Vorcaro e um mercado ilegal de CPFs
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🔸O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) voltou ao centro de investigações da Polícia Federal, na nova fase da Operação Compliance Zero. A apuração mira aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, realizados entre 2023 e 2024, mesmo após alertas do Tribunal de Contas do estado sobre irregularidades. A PF vê indícios de que os investimentos teriam sido viabilizados por uma relação pessoal entre Castro e Vorcaro, e não apenas por critérios técnicos. Esta é a segunda operação da PF contra Castro em menos de 15 dias. O Nexo relembra outras crises envolvendo o ex-governador, como a Operação Sem Refino, que investiga suposto favorecimento à refinaria Refit, ligada ao empresário Ricardo Magro, hoje foragido nos Estados Unidos.
🔸 Falando em Vorcaro… para ofuscar o desgaste provocado pelo caso Master, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi em busca do presidente dos EUA, Donald Trump. O senador foi recebido na Casa Branca ontem, em um encontro reservado no Salão Oval que durou mais de uma hora e meia e contou também com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do influenciador Paulo Figueiredo. O Metrópoles destaca que o objetivo de Flávio era usar a foto ao lado de Trump para reforçar sua viabilidade eleitoral em 2026 e demonstrar prestígio internacional.
🔸 O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a aposentadoria compulsória não pode ser aplicada como punição a juízes. Assim, deve prevalecer a perda do cargo. O Jota informa que os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes acompanharam o relator Flávio Dino. Segundo ele, a Reforma da Previdência retirou do ordenamento jurídico a possibilidade de usar a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar. Dino também argumentou que a aposentadoria compulsória acabava transferindo aos demais contribuintes o custo da punição aplicada ao magistrado. O caso concreto envolve um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acusado de beneficiar policiais milicianos, retardar processos para favorecer grupos políticos de Mangaratiba e liberar bens bloqueados sem manifestação do Ministério Público.
🔸 A votação da PEC do fim da escala 6x1 foi adiada após pedido de vista do deputado Mauricio Marcon (PL-RS). De acordo com o regimento, o pedido concede automaticamente prazo de duas sessões parlamentares para a avaliação da matéria antes da deliberação. A Alma Preta explica que o texto ainda será votado na comissão especial que discute o tema na Câmara dos Deputados. A expectativa é de que a PEC seja aprovada hoje e siga para o plenário para ser analisada amanhã. A proposta em discussão teve parecer favorável do relator Leo Prates (Republicanos-BA), que recomendou reduzir a jornada para 40 horas semanais sem corte salarial, além de garantir dois dias de descanso por semana.
🔸A propósito: a economista Marilane Teixeira, da Unicamp, virou alvo de lobistas e representantes patronais em Brasília ao divulgar estudos indicando que a redução da jornada para 40 horas semanais pode gerar até 610 mil empregos no Brasil. Em entrevista ao Intercept Brasil, ela afirma que o debate deixou de ser apenas econômico e passou a tratar do “futuro do trabalho”. A economista argumenta que setores intensivos em tecnologia poderiam absorver a redução da jornada com ganhos de produtividade. Já áreas mais dependentes da escala 6x1, como comércio e serviços, exigiriam novas contratações. “Gerar emprego é um efeito adicional importante, mas não é o objetivo principal. O objetivo é garantir qualidade de vida, bem-estar e permitir que as pessoas possam se dedicar a outras dimensões da vida. Tem a ver com a sustentabilidade da vida, com a qualidade de vida”, explica.
📮 Outras histórias
“Sabe aqueles meninos que vão para a primeira escola e, no meio do caminho, querem chorar? Fui eu no primeiro dia de aula”, conta Adeni dos Santos Rodrigues, que voltou a estudar aos 54 anos por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Vitória da Conquista (BA). Filha mais velha de uma família de nove irmãos, ela abandonou os estudos ainda criança para trabalhar como empregada doméstica. Hoje, aos 55 anos, está prestes a concluir o Ensino Fundamental e sonha em se tornar advogada ou jornalista. O Conquista Repórter mostra como a EJA tem transformado a vida de estudantes adultos. Prima de Adeni, Cristione Moura, 47 anos, também retomou os estudos. Apesar da falta de recursos, materiais didáticos e seleção própria para docentes da modalidade, ela quer continuar a formação depois do Ensino Fundamental. “Espero que a Educação de Jovens e Adultos não pare de jeito nenhum, porque cada um tem o seu sonho, o seu objetivo, e a educação é o caminho.”
📌 Investigação
As plataformas de benefícios corporativos TotalPass e Wellhub são alvo de denúncias por uso indevido de CPFs para a criação de contas fraudulentas. O Núcleo identificou ao menos 16 reclamações no Reclame Aqui, feitas entre 2024 e 2026, que revelam que os dados pessoais sensíveis são usados por terceiros sem consentimento, dificultando o acesso legítimo dos verdadeiros titulares aos serviços de academia. Trata-se de violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além de falhas nos protocolos de segurança e na verificação de identidade das empresas. A reportagem revela ainda que existe um mercado para a compra de cadastros para TotalPass e Wellhub, com divulgação por meio das redes sociais da Meta. A maioria das postagens direciona para chats no WhatsApp, e os anunciantes costumam vender apenas o cadastro, com valores que variam de R$ 50 a R$ 200. Comercializam sobretudo as vagas de dependente – neste caso, não é possível saber se o cadastro principal é fraudado ou se a pessoa registrada faz parte do esquema.
🍂 Meio ambiente
Para promover mais áreas verdes e a preservação da biodiversidade nas cidades, a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana reúne cinco guias regionais com orientações técnicas voltadas ao planejamento do plantio de árvores nos centros urbanos. Lançado pelo Ministério do Meio Ambiente, o material foi pensado em três eixos principais: biodiversidade, flora regional e políticas públicas, buscando apoiar desde projetos paisagísticos até estratégias de planejamento urbano e adaptação ambiental. A Economia B destaca que o documento propõe listas detalhadas de espécies nativas recomendadas para cada região, com atributos ecológicos, morfológicos, fenológicos e reprodutivos que ajudam gestores a escolher a árvore adequada para cada lugar.
📙 Cultura
“Quando conseguimos vender nossas peças, isso ajuda no orçamento da casa e traz muita satisfação. Seria maravilhoso se as rendeiras pudessem viver integralmente de seus trabalhos, algumas conseguem, mas é muito difícil, pois é necessário que mais políticas públicas sejam feitas e que o Estado olhe mais por nós”, afirma a professora e rendeira Maria Jivanilde dos Santos. Ela é uma das mulheres que mantém viva a tradição da renda irlandesa em Divina Pastora, a 39 km de Aracaju. A técnica, que tem mais de cem tipos de pontos, é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, oficializado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2009. A Mangue mergulha na tradição da renda irlandesa e como as rendeiras do município sergipano enfrentam desafios econômicos, institucionais e sociais para garantir suas sobrevivências e a preservação do ofício.
🎧 Podcast
Com a sensação de que precisava dar conta de tudo sozinha, a atriz Marjorie Estiano usou a atuação como ferramenta de autoconhecimento e um caminho para compreender figuras geracionais. Por meio de suas personagens, ela se aproxima da história da própria mãe. Filha de uma baiana com um paranaense, a artista se sente cada vez mais intrigada por saber sobre sua origem e descobrir respostas sobre as pessoas e os lugares. O “Isso Não É Uma Sessão de Análise”, produção da Trovão Mídia, conversa com Marjorie para revisitar a trajetória da atriz. “Desde muito pequena, eu tinha conflitos com o lar, era muito exigente e questionadora”, conta.
👩🏾⚕️ Saúde
Questões de saúde mental no ambiente de trabalho agora são regulamentadas e fiscalizadas no país. Os departamentos de recursos humanos devem considerar fatores de risco psicossociais na rotina corporativa para identificar, prevenir e remediar situações como excesso de carga de trabalho, falta de autonomia, assédio moral e sexual, metas inalcançáveis e relações interpessoais tensas. Segundo a Emerge Mag, a medida faz parte de uma atualização estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego que, desde ontem, terá fiscalização e multa em caso de descumprimento. “A empresa que seguir as regras corretamente vai melhorar a qualidade da gestão, reduzir o adoecimento e construir ambientes de trabalho mais sustentáveis”, diz Isis Borge, diretora-geral da Assigna, empresa do Talenses Group especializada em empréstimo de mão de obra especializada.




